segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Óleo de oliva

O óleo de oliva tomou o lugar da manteiga e da gordura para cozinhar, sendo então crucial para a dieta. Ele fazia, portanto, parte da oferta de manjares (Lv 2.1). Era usado como combustível para as lâmpadas (Mt 25.3,4) e quando fervido com soda cáustica formava o sabão. O óleo era usado para esfregar na pele a fim dar-lhe brilho, e para ungir a cabeça para o cabelo brilhar também.
A beleza produzida pelo óleo pode sublinhar o seu uso na vida religiosa, porque os objetos consagrados ao serviço de Deus eram ungidos com óleo. O profeta (1 Rs 19.16), o sacerdote (Lv 8.12) e o rei (1 Sm 16.13; 1 Rs 1.34) eram ungidos com óleo por serem separados, ou consagrados ao serviço de Deus. O uso ritual era tão importante que se considerava ofensa, levando à excomunhão, usar o óleo santo da unção para fins co-muns (Ex 30.3233) e a pessoa que tivesse recebido tal unção devia ser obedecida (1 Sm 24.6). O profeta falava ao povo da parte de Deus, o sacerdote representava o povo diante de Deus e o rei estabelecia a lei de Deus.
O óleo parece ter sido reconhecido como um dom de Deus; a oliveira que cresce num lugar rochoso produzirá abundância de óleo. O óleo é, pois, associado com o dom de Deus e com o derramamento do Espírito feito por Deus. Jesus disse que o Espírito de Deus estava sobre Ele porque o Senhor o havia ungido (Is 61.1; Lc 4.16-21).

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