segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Sepultamento

O enterro tinha de ser feito rapidamente porque o clima quente levava à rápida decomposição. Todavia, um enterro nunca era feito num sábado ou dia santo (Jo 11.39; 19.31). O corpo era geralmente lavado, envolto frouxamente num lençol de linho e levado ao túmulo numa padiola de madeira (Lc 7.14, onde a padiola ou esquife foi usado para um homem doente). O enterro tinha lugar numa caverna natural ou artificial (sepulcro) (Gn 49.29-32; Jz 8.32). As cavernas naturais eram alargadas e providas de nichos ou prateleiras, onde os corpos podiam ser colocados para descansar. Por haver um número limitado de cavernas, quando os corpos se decompunham os ossos eram removidos e colocados em recipientes de pedra chamados ossuários. Esses recipientes eram guardados num canto e os nichos ficavam disponíveis para novos sepultamentos. A entrada da caverna era fechada com uma pedra em forma de disco que corria numa canaleta inclinada na frente da caverna, ou com uma pedra que se encaixava no orifício de acesso. De qualquer modo, era extremamente difícil remover a pedra depois de colocada. As cavernas e sepulcros eram pintados de branco como uma advertência para os vivos de que os mortos estavam ali (Mt 23.27). A pessoa viva nem sempre podia adorar a Deus depois de ter tido contato com um morto.
Uma outra alternativa era fazer o funeral, colocando a padiola no chão e cercando o cadáver com pedras grandes, de cerca de 55cm de diâmetro cada, formando um oblongo irregular. O corpo era então coberto com terra e as pedras serviam de marco para a sepultura. (Sepultamentos assim não eram comuns em vista do solo ser muito duro.) Os cemitérios mais simples ficavam sempre fora da cidade ou povoado (Lc 7.12). Só a realeza era enterrada dentro da cidade (1 Rs 2.10).Em alguns casos excepcionais, o corpo era coberto de ervas aromáticas e uma pasta especial, atadas ao corpo por camadas de "bandagens" brancas. A pasta endurecia impregnava as ataduras, até que um molde ou casulo duro se formasse ao redor do cadáver para conservá-lo. Um barrete era frequentemente colocado na cabeça e o queixo mantido no lugar por meio de uma faixa amarrada sob ele. Dois homens ricos fizeram isso para Jesus depois do sepultamento no lençol simples (Jo 19.40). No caso de Lázaro, suas mãos e pés parecem ter sido amarrados juntos antes que ele fosse coberto com o lençol. O queixo estava amarrado com uma faixa (Jo 11.44). No Egito se praticava o embalsamamento correto: os órgãos internos eram removidos, o corpo enchido com pasta e os órgãos guardados num frasco (veja Gn 50.2,26). Em Israel havia uma refeição fúnebre depois do enterro para concluir o período de luto (Jr 16.7), no geral durando uma semana ou mais (Dt 34.8).A mulher que sobrevivia do marido ficava em posição bem difícil. Ela não tinha direito à herança dele. Podia permanecer na família do marido se o parente mais próximo se casasse com ela. No geral a viúva ficava sem sustento financeiro. A lei dizia, portanto, que as viúvas tinham de ser protegidas (Dt 10.18; 24.17-21). Na primeira igreja, dinheiro era posto de lado para cuidar das viúvas (At 6.1), porque na sociedade daquela época, a prostituição era quase o único meio das mulheres obterem dinheiro para viver. Paulo esperava que as viúvas fossem sustentadas por suas famílias (1 Tm 5.3,4,8). A igreja local devia colocar numa lista de caridade os nomes das viúvas cujas vidas haviam sido boas e que tivessem mais de 60 anos (1 Tm 5.9-11

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