quinta-feira, 28 de março de 2013

Revista da Ebd 2º Trimestre 2013









A Família Cristã no Século XXI.
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terça-feira, 19 de março de 2013

2 Coríntios 2:14

Por que Paulo afirmou, em 2 Coríntios 2.14, que Deus "em Cristo sempre nos conduz em triunfo..."?
No Império Romano, quando um general retornava vitorioso de uma batalha, ele marchava à frente de seus soldados pelas ruas de sua cidade natal, com os prisioneiros atrás. De forma semelhante, Deus está-nos conduzindo num cortejo espiritual glorioso, pelo fato de estarmos "em Cristo". Pois o Senhor Jesus é o nosso general de guerra que nunca perde batalha.

Jó 22:6

Em Jó 22.6, por que Elifaz acusou Jó de exigir penhores de seus irmãos sem motivo?
Na época do Antigo Testamento, essa atitude era considerada um crime desprezível. Se uma pessoa devesse dinheiro a outra e não pudesse pagar, a devedora dava sua capa à credora como penhor ou garantia do pagamento futuro. Contudo, ao cair da noite, a credora devia devolver-lhe a capa, pois provavelmente ela apascentaria ovelhas no campo ao relento e precisaria ter com o que se cobrir. Tomar um penhor de alguém sem motivo era pecado. Jó não era culpado dessa atitude, como explicou depois (31.19-22).

sábado, 16 de março de 2013

I Co 11:15: mas se a mulher tiver o cabelo comprido, é para ela uma glória? Pois a cabeleira lhe foi dada em lugar de véu


Corinto é até hoje uma cidade portuária muito importante, pois recebe embarcações de todas as nações através do Mar Mediterrâneo. Corinto foi uma autêntica metrópole, abrigando gente de todas as culturas antigas. A cidade oferecia aos viajantes, mais divertimento e opções culturais que outros portos. Lá ficava o único anfiteatro (uma construção romana) da Grécia com capacidade para mais de 20.000 pessoas. Naqueles dias, havia um culto a uma deusa chamada Afrodite, que era tida como a deusa da fertilidade. E nesses cultos havia a presença de prostitutas culturais, que tinham relações sexuais durante a cerimônia. A maioria delas tinha a cabeça raspada. O seu templo abrigava mais de 1000 prostitutas. A cidade tornou-se símbolo da promiscuidade e decadência moral. A contestação de Paulo sobre os problemas de divisão (1.11), a imoralidade entre os irmãos (cap. 5; 6.9-20) e as perguntas concernentes a casamento, alimentos, adoração e ressurreição, provocaram a composição da primeira carta aos Coríntios.
A cultura judaica era diferente dos costumes de Coríntios. As mulheres gregas vestiam-se de modo diferente das judias. Os judeus jamais comeriam uma comida vendida em mercado, principalmente sacrificada a ídolos. Um judeu de modo algum permitiria que as mulheres falassem nas sinagogas, mas na cultura helênica, contanto que cobrisse a cabeça, as mulheres receberiam permissão para orar, pregar (profetizar) e exercer alguns ministérios. A cultura hebraica se chocava com a cultura de Coríntios.
Naqueles dias os homens jamais cobriam a cabeça para orar a Deus; somente as mulheres. Séculos depois, esse costume judaico mudou. Quando um homem entrava na sinagoga recebia o talith, um xale de quatro pontas para ser posto sobre sua cabeça. Os romanos, antes do aparecimento do talith judaico, já costumavam entrar em seus templos com a cabeça coberta. Os gregos, todavia, tradicionalmente oravam e adoravam com a cabeça descoberta. Traduzindo essa argumentação grega, Paulo argumenta que o homem deve orar assim porque ele é a imagem de Deus na terra e esta imagem não pode ser encapuzada.
“Portanto, se a mulher não usa véu, nesse caso, que rape o cabelo. Mas, se lhe é vergonhoso o tosquiar-se ou rapar-se, cumpre-lhe usar véu” (v. 6).
Paulo faz uma analogia para mostrar que uma mulher sem o véu simboliza, na cultura judaica, o mesmo que a mulher com a cabeça rapada simboliza na sociedade grega. Prostituta ou infiel. O motivo maior que levou Paulo a escrever este assunto para a igreja de Corinto foi para proteger as irmãs que tinham cabelos curtos de serem confundidas com as prostitutas culturais. Isto porque, da mesma forma que uma mulher sem véu era considerada prostituta pelos judeus, uma mulher com a cabeça rapada era tida como meretriz pelos gregos. Só não faziam uso do véu aquelas que se encontrasse em período de luto ou as que fossem esposas infiéis. Desta última, o véu lhes era tirado e o cabelo lhes era rapado, afim de que exibissem o seu opróbrio (vergonha). É este o único motivo de Paulo pedir que as irmãs usassem o véu. Pois não há motivo para o uso do véu se o próprio cabelo foi dado no lugar do véu. Além disso, o apóstolo não menciona o uso do véu em nenhuma outra igreja em que passou. Será que ele esqueceu esse mandamento? Não, pois era somente em Corinto que havia necessidade do uso do véu para separar as irmãs das mulheres prostitutas da cidade.
Na cidade antiga de Corinto, tal influência só poderia dar em resultado uma resposta: as mulheres precisam usar véu, se é que são mulheres de respeito. Não era recomendável ali uma mulher imitar as prostitutas ou adoradoras de determinados ritos pagãos, desfazendo-se do véu na tentativa de emancipar-se e obter igualdade social com os homens. Sabemos que as sacerdotisas pagãs também não usavam véu; e, em suas contorções, seus cabelos ficavam despenteados e desgrenhados. Ora, nenhuma mulher crente, piedosa, desejaria imitar essa forma de conduta feminina.
As mulheres só usavam cabelos curtos como sinal de luto, como castigo devido ao adultério, etc., embora as prostitutas costumassem rapar o cabelo, talvez como sinal distintivo de sua profissão, tal como hoje geralmente usam certas vestes, como sinal distintivo. Nos dias de Paulo, as prostitutas se davam a conhecer usando cabelos curtos. Ela fazia o que era contrário à natureza a fim de atrair os homens a afagos que também são contrários à natureza. Ora, o apóstolo dos gentios não queria que as mulheres crentes imitassem as prostitutas.

A prostituição ligada à religião


As religiões pagãs das culturas vizinhas, que várias vezes contaminaram os israelitas, costumavam promover algum tipo de prostituição cultual, que geralmente estava associada com o conceito de fertilidade. Quando um agricultor queria obter colheitas mais fartas ou rebanhos mais produtivos precisava recorrer aos deuses da fertilidade. Se uma mulher desejasse ter filhos, e não os tinha, teria que fazer o mesmo. E uma das formas de agradar a esses deuses eram manter relações sexuais com as prostitutas ou prostitutos que se encontravam no templo para este fim. Embora isso possa parecer muito estranho, o fato é que essa prática era bastante comum, e durou até os tempos do Novo Testamento. E muitas vezes ela foi associada também ao culto de Jeová.Os israelitas tinham contato com prostitutas cultuais já no início de sua história como nação. No sinistro relato da morte de Zimri, filho de Salu (Nm 25.1-8), lemos que Zimri, um israelita, levou uma midianita para participarem dos ritos sexuais na tenda. Quando o sacerdote Finéias ficou sabendo do que estava se passando, foi à tenda e , num único golpe, atravessou os dois com uma lança.


As cerimônias pagãs às vezes se tornavam tumultuadas e sangrentas. Bebia-se muito vinho, como tributo a Baal, pedindo-lhe boas colheitas. Havia também sacrifício de crianças ao deus Moloque ou a Quemós, um deus moabita.

Além de cometer a devassidão simplesmente pelo prazer de fazê-lo, os povos que praticavam esses atos religiosos pareciam crer que eles de fato tinham efeitos positivos. Já se encontraram muitas imagens de deuses da fertilidade. Algumas dessas esculturas eram representações de mulheres grávidas, e provavelmente ficavam na casa daqueles que as adoravam. Outras figuras representam mulheres segurando o seio.


Uma das razões por que Deus mandou que os cananeus fossem exterminados era justamente sua religião maligna. Mas como Israel não executou a ordem, esse povo continuou a praticar livremente sua religião e em várias ocasiões corrompeu a vida religiosa dos judeus com ela. O povo de Israel era constantemente tentado a adotar a prostituição em sua prática religiosa, apesar que a lei proibia expressamente (Dt 23.17,18).


sexta-feira, 15 de março de 2013

Existe um inferno de fogo ardente?


  [Do hb.  sheol ; do gr.  hades ; do lat.  infernus , local que fica sob a terra]  Lugar de suplício, penas e açoites, criado por Deus, para abrigar as almas dos iníquos até que se instaure o Juízo Final. Pela escatologia bíblica, o inferno é apenas um lugar intermediário. Dali, os ímpios hão de ressurgir para serem lançados no lago de fogo. Eis algumas verdades bíblicas concernentes ao inferno:
 1) Foi criado por Deus (Mt 25.41).
 2) O seu mandatário, portanto, é o próprio Deus.
 3) Não é a habitação de Satanás como vulgarmente se pensa, mas o lugar de reclusão das almas impiedosas (Lc 16.23).
 4) Nada tem a ver com a invenção romana do purgatório (Hb 9.27).
 5) O mesmo inferno haverá de ser lançado no lago de fogo (Ap 20.14).

 O inferno é "o lugar preparado para o diabo e seus anjos" (Mt 25.41), o lugar para onde se destinam as almas dos ímpios e de todos os que rejeitam o plano de Deus para sua salvação. A palavra "inferno" vem do latim infernus, que significa "lugar inferior". Foi usada por Jerônimo, na Vulgata Latina, para traduzir do hebraico a palavra Sheol, no Velho Testamento, e do grego as palavras Geenna, Hades, Tartaroo e Abyssos, no Novo Testamento.
  O Hades é o equivalente do hebraico sheol. É o estágio intermediário dos mortos. É o lugar onde eles estão aguardando, em estado de consciência, o dia do juízo Lc 16:19-31, quando todos os mortos do Hades, juntamente com ele, serão lançados no lago de fogo: "... a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo" (Ap 20.13,14). 
  No texto grego aqui, a palavra usada para "inferno" é "Hades”. O Hades não é ainda o inferno propriamente dito. É uma prisão temporária, até que venha o dia do juízo. Os condenados estão lá, conscientes e em tormentos, sabendo perfeitamente porque estão nesse lugar, aguardando o juízo final, registrado em Apocalipse 20.11-15, pois o Hades não é ainda o lago de fogo e enxofre. O Hades, portanto, não é sepultura. Quando morre um justo, o homem interior, alma e espírito, vão para a presença de Deus, enquanto o corpo é sepultado: "e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu" (Ec 12.7). 

Fogo eterno  [Do lat.  focus +  aeternus , que não terá fim] O mesmo que lago de fogo.
 Assim é descrito o castigo que o Supremo Juiz reservou para punir a rebelião levada a efeito pelo diabo e seus anjos (Mt 25.41). Vê-se, pois, não ter sido o ser humano criado para receber semelhante castigo; um destino de gozo é o que o Senhor lhe reservara. Mas por causa da impenitência dos que não querem se arrepender, milhões de filhos de Adão serão lançados no fogo eterno.
 Semelhante castigo é conhecido também como o fogo inextinguível.


Numerologia nas Escrituras.


  O número um é a unidade principal usado na composição de todos os outros. É o número da unidade, e consequentemente é associado à Divindade, pois Deus é uma unidade ao mesmo tempo em que Ele é uma Trindade. Assim, as Escrituras declaram: "Ora, o medianeiro não o é de um só, mas Deus é um". (Gálatas 3:20) "Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem,". (1 Timóteo 2:5). Muitas vezes esse número é usado onde se declara o pensamento da unidade como em Mateus 19:5-6: "E disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne" Assim não são mais dois, mas uma só carne...". 

  O número dois em seus significados escriturísticos, trata da diferença ou divisão. Prova disso se acha na primeira vez em que ocorre na Bíblia: o segundo dia de Gênesis 1 foi quando Deus dividiu as águas. Daí, dois é o número do testemunho, pois se o testemunho de dois diferentes homens concordam, a verdade é comprovada. Dois pois é o número de oposição. Um é o número de unidade, mas dois faz entrar outro, que ou está de acordo com o primeiro ou se opõe a ele. Daí, dois é também o número do contraste, consequentemente, toda vez que achamos dois homens juntos nas Escrituras é, com rara exceção, para o propósito de salientar a diferença que há entre eles.
   Algumas das muitas Escrituras que comprovam essas coisas são as seguintes: "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro". (Mateus 6:24) "Mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada" Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus". (Mateus 18:16, 19) "E na vossa lei está também escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro". (João 8:17) "E, orando, disseram; Tu, Senhor, conhecedor do coração de todos, mostra qual destes dois tens escolhido,". (Atos 1:24) "O que se entende por alegoria;porque estas são as duas alianças: uma, do monte Sinai, gerando filhos para a servidão, que é Agar". (Gálatas 4:24)

   O número três é o número da manifestação, pois Deus se manifesta nas três Pessoas da Trindade. Pelo fato de que esse número tem esse significado, é também o número da ressurreição, e aparece nessa ligação mais do que em qualquer outra. A própria primeira vez em que esse número aparece no Novo Testamento lida com isso. "Pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra". (Mateus 12:40) Que esse número é tanto o número da Deidade quanto da ressurreição é revelado onde essas duas coisas são reunidas em Romanos 1:4: "Declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dos mortos, Jesus Cristo, nosso Senhor". Enquanto está ligado várias vezes ao número dois, como em Mateus 18:16, é revelado que onde há duas testemunhas testificando a verdade de um assunto, o três é um passo a mais. É uma manifestação maior da verdade.

  O número quatro está intimamente ligado à terra, pois lemos acerca dos "quatro ventos", Marcos 13:27; Apocalipse 7:1, "os quatro cantos da terra", Apocalipse 7:1; 20:8; "os quatro confins da terra" Isaías 11:12.
  Não só isso, mas até mesmo em nossas conversas comuns, muitas vezes falamos das quatro estações, as quatro direções, os quatro elementos (quer dizer, terra, ar, fogo e água) que no passado se cria constituíam toda a matéria. E muitos outros tais empregos do número quatro que o associam com a terra. Assim, quatro é associado com universalidade e abrangência. Deus fala dos quatro juízos sobre Israel em Ezequiel 14:21, que eram abrangentes e universais sobre todo o Israel.

   O número cinco é o número associado com a graça, e muitas vezes tem esse significado nas Escrituras. Assim, o número cinco é bem proeminente no Tabernáculo e seu sistema sacrifical, pois esse número descrevia Cristo em Sua Pessoa e obra. Só para citar uma ilustração disso, vemos que o altar de bronze media cinco cúbitos por cinco cúbitos, Êxodo 27:1-2, que significaria que só pela graça o homem pode se aproximar de Deus. Isso é exatamente o que foi operado na cruz, e quase todos os tipologistas admitem que o altar de bronze tipifique a obra de Cristo na cruz. Deus disse desse altar de bronze que "ali virei aos filhos de Israel", Êxodo 29:43, que mostra que só Cristo é o caminho de aproximação para o Pai, harmonizando com Efésios 2:5, 8: "Pela graça sois salvos".

  O número seis é o número do homem nas Escrituras, pois o homem foi criado no sexto dia da semana da criação, Gênesis 1:26-31. E de cada sete dias, seis dias foram dados ao homem, mas o sétimo é reservado para o Senhor, Êxodo 20:9-11. Mas esse número não é associado com o homem somente nas Escrituras, pois até mesmo homens mundanos inconscientemente associam o número com o homem.Não só isso, mas quando o Anticristo entrar em cena, ele terá "o número de um homem", Apocalipse 13:18, mas seu número é 666 " o número do homem levantado ao terceiro poder, pois ele será um homem deificado. 

  O número sete é o número da perfeição divina, pois no sétimo dia Deus descansou de todas as Suas obras, Gênesis 2:2. No Novo Testamento, esse número aparece mais vezes no Livro de Apocalipse do que em todo o restante do Novo Testamento junto. E isso é como deve ser, pois Apocalipse é o Livro final da Bíblia, e revela as obras finais de Deus com a humanidade. Aí lemos de sete igrejas, sete espíritos de Deus, sete candelabros de ouro, sete estrelas, sete selos, sete chifres, sete olhos, sete anjos, sete trombetas, sete trovões, sete cabeças, sete últimas pragas, sete frascos de ouro, sete montanhas, sete reis e sete novas coisas. Onde quer que esse número apareça, o provável é que ele tenha um significado mais espiritual do que quase qualquer outro número em toda a numerologia das Escrituras.

O número oito tem o significado de novos começos, pois vem depois do sete, o número da perfeição. Foi no dia depois do sábado "no oitavo dia, em outras palavras" que Jesus ressuscitou dos mortos, Marcos 16:1-8, como foi tipificado em Levítico 23:10-11. E desde o tempo da ressurreição de Jesus em diante, Ele sempre se encontrou com Seus discípulos no oitavo dia. Isso significava que o sábado judaico tinha cessado de ser o dia de adoração, e que um novo começo havia amanhecido, onde o oitavo dia "o domingo" seria daquele tempo em diante o dia da adoração em comemoração à ressurreição de Jesus.
De novo, foi Noé, a oitava pessoa, como ele é chamado em 2 Pedro 2:5, que repopulou a terra depois do dilúvio, e assim, foi um novo começo da raça humana. Em Apocalipse 17:11 uma das bestas é vista como uma vez um oitavo, mas um dos sete, que mostra que ela é apenas a forma revivida de um dos reinos anteriores.

  O número nove não é tão proeminente em linguagem simbólica como alguns dos números precedentes, e consequentemente, não é tão fácil determinar seu sentido. É mais comumente usado como ordinal, ou de alguma outra maneira com outros números.

 O número dez, por outro lado, tem o sentido claro de responsabilidade humana. Assim, temos os Dez Mandamentos, que claramente apresentam o dever humano para com Deus e para com o homem. Abraão suplicou com Deus em favor de Sodoma até que ele recebeu a promessa de Deus de que até por causa de dez pessoas justas Ele não destruiria a cidade. Pois Abraão sentiu que Ló teria sido responsável o suficiente para que ao menos dez pessoas justas pudessem ser achadas em sua família apenas, se não houvesse nenhuma outra na cidade, Gênesis 18:32. Comparando com Gênesis 19, é evidente que Ló e sua esposa tinham duas filhas virgens, v. 8, além de pelo menos duas filhas casadas e seus maridos (4 pessoas), v.14, além de pelo menos dois filhos, v.12, de modo que isso totalizou pelo menos dez pessoas. Mas, que tristeza, a maioria deles não eram justos como Abraão havia esperado, e como era sua casa, Gênesis 18:19. E o testemunho de Ló foi tão indeciso que não poderíamos saber que ele foi verdadeiramente salvo, a não ser pelo testemunho de 2 Pedro 2:7-8.
E havia dez leprosos purificados, mas só um retornou para dar graças a Deus, Lucas 17:12-18. Havia dez virgens testadas pela vinda de Cristo, Mateus 25:1. Dez servos foram testados pelo seu mestre quanto à sua fidelidade, Lucas 19:11-27. Havia dez pragas sobre o Egito para testar a nação quanto à sua responsabilidade de obedecer ao mandamento de Deus para liberar Israel.

  O número onze é outro número que não tem um significado tão claro como os outros, mas pode ser que seu sentido simbólico esteja nos números cuja soma some até onze, como sugerem alguns. Em Êxodo 26:9, as cortinas do Tabernáculo, sendo onze em número, são juntadas cinco e seis à peça, que parece comprovar isso. Evidentemente, há um sentido espiritual nesse número, pois é usado em vários contextos em referência à construção do Tabernáculo, e também em algumas das ofertas.

   doze é o número que é associado ao Governo Divino, havendo doze tribos de Israel, sobre as quais doze apóstolos deverão governar em doze tronos numa época futura. Esse número é bem proeminente em Apocalipse, havendo doze mil selados de cada uma das doze tribos de Israel, e havendo uma coroa de doze estrelas na cabeça da mulher, Apocalipse 12:1. E a Nova Jerusalém tem doze portões com doze anjos, doze fundamentos e doze mil estádios de comprimento. Então a árvore da vida dá doze tipos de frutos durante os doze meses de cada ano.

Batismo pelos mortos.

  Quase ao norte de Corinto havia uma cidade chamada Eleusis. Este era o local onde os seguidores de uma religião pagã praticavam o batismo no mar a fim de garantir uma boa vida após a morte. Esta religião foi mencionada por Homer no hino a Deméter 478-79. Sabia-se que os coríntios eram fortemente influenciados por outros costumes. Afinal, eles estavam numa área economicamente próspera frequentada por muitas pessoas diferentes. É possível que os coríntios estivessem sendo influenciados pelas práticas religiosas encontradas em Eleusis, onde o batismo dos mortos era praticado.

 [Do gr.  baptisma , mergulho, submersão], rito observado por algumas seitas antigas e modernas, visando a redenção dos que morreram de forma impenitente. Tomando por base 1 Coríntios 15.29, acreditam que, se o fiel batizar-se por alguém que tenha morrido em pecado, este terá os castigos comutados.  Eis as seitas que adotaram tal prática:  marcionitas, novacianos e mórmons. 
  Ora, se essa prática é contrária ao espírito do Novo Testamento, por que Paulo a mencionou? Vejamos, em primeiro lugar, como ele a mencionou: "Doutra maneira, que farão os que se batizam pelos mortos, se absolutamente os mortos não ressuscitam? Por que se batizam eles então pelos mortos?" (1 Co 15.29). Notemos, antes de mais nada, que a prática foi mencionada e não sancionada. Pelo contrário: fazia-se acompanhar de um erro que já se ia cristalizando na igreja de Corinto: a descrença quanto à ressurreição. Além do mais, o que nos assevera  Hebreus 9.27?  " E, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois o juízo".  Pois todos os homens vivem e morrem apenas uma vez, sendo estabelecido seu julgamento eterno pelas ações praticadas nessa vida.

    Paulo estava citando o batismo dos mortos como exemplo de prática dos pagãos  em  1Co 15.29 quando disse: "...Se, absolutamente, os mortos não ressuscitam, por que se batizam por causa deles?"  Paulo não disse nós.
É importante ressaltar isto porque a Igreja Cristã não estava praticando o batismo dos mortos, mas sim os pagãos.
O argumento de Paulo era simples. A ressurreição é uma realidade que acontecerá quando Jesus voltar. Até mesmo os pagãos acreditam na ressurreição, do contrário, por que iriam se batizar pelos mortos?
Porém, muitos não estão convencidos deste argumento e afirmam que a palavra "eles" não está no texto grego e, portanto, Paulo não está se referindo aos pagãos. Vamos examinar:
A tradução literal do versículo é a seguinte: "O que fará o ser imerso em nome dos mortos se inteiramente mortos não são ressuscitados porque também eles são imersos em nome deles".
A chave aqui é a palavra "baptizontai", que significa "eles são batizados". O verbo está na terceira pessoa do plural do presente do indicativo, na voz passiva. Em outras palavras: ELES ESTÃO SENDO BATIZADOS ou ELES SÃO BATIZADOS.

De que forma morreu Judas Iscariotes? Mt 27:5 e At 1:18


 Mateus 27.3-10 registra o remorso de Judas, por ter traído Jesus, entregando-o às autoridades judaicas. De início, ele tentou devolver as trinta moedas de prata que lhe haviam sido pagas, para que conduzisse a multidão ao Getsêmane, onde Jesus foi preso. Mas os sacerdotes e oficiais do templo recusaram-se a aceitar de volta esse dinheiro, visto ser preço de sangue e, portanto, inadequado como oferta para Deus. Então Judas atirou a sacola com as moedas no chão da tesouraria do templo, saiu da cidade e "enforcou-se" (apēnxato — o tempo aoristo, terceira pessoa do singular de apanchō, verbo usado com esse significado específico a partir do século V a.C). Isso estabelece o fato de que ele amarrou uma corda ao pescoço e saltou do galho da árvore onde colocara a outra extremidade da corda.
  Em Atos 1.18, o apóstolo Pedro lembra aos demais discípulos do fim vergonhoso de Judas, e da vacância que surgiu na fileira dos doze. Outro deveria tomar seu lugar e preencher a vaga. E Pedro diz-nos o seguinte: "Com a recompensa que recebeu pelo seu pecado; Judas comprou um campo [chōrion]. Ali caiu de cabeça, seu corpo partiu-se ao meio, e todas as suas entranhas se derramaram". (Isso pode significar que Judas já havia combinado com o dono do campo que ele desejava adquiri-lo com o dinheiro da traição; ou — como parece bem mais provável neste contexto — Pedro estava falando com ironia, declarando que Judas comprou um pedaço de terra, é verdade, mas em um cemitério [chōrion pode significar "campo" ou "cemitério"], isto é, aquele em que seu corpo sem vida caiu.) 
  Atos 1.18 prossegue dizendo: "... Ali caiu de cabeça; seu corpo partiu-se ao meio, e suas vísceras se derramaram". O texto indica que a árvore à qual Judas se pendurara ficava à beira de um precipício. Se o galho ao qual ele se amarrara e do qual saltara estivesse seco e muitos apresentam esse tipo de problema, encaixam-se nesta descrição em nossos dias perigosamente à beira de um precipício que a tradição identifica como sendo o lugar onde Judas morreu, bastaria o peso do corpo e o impacto forte da queda para que o galho se partisse e o corpo de Judas se precipitasse para o fundo do abismo.  
   Há indicação de que houve forte ventania à hora da morte de Jesus, que teria rasgado o véu do templo de alto a baixo (Mt 27.51) e teria ajudado a romper o galho onde Judas se enforcara. Tal tempestade provavelmente foi acompanhada por um terremoto que estraçalhou grandes rochas, seguido de trovões estrondosos, que normalmente acompanham os períodos prolongados de acúmulo de nuvens e escuridão (Mt 27.45). As condições eram perfeitas para um suicídio que se iniciara por enforcamento e terminou com um horrendo despedaçamento do cadáver, ao despencar no fundo do precipício.



"Deixa os mortos sepultar os seus próprios mortos". Mt 8:22


   O que Jesus quis dizer com "deixe que os mortos sepultem os seus próprios mortos" (Mt 8.22; Lc 9.60)?
   Na época em que Jesus pronunciou esta ordem, encontrava-se em uma situação delicada, conversando com um jovem que enfrentava um grande dilema: seguir o mestre ou não.
   Ele precisava decidir-se entre ficar em casa até que seu pai morresse, ou deixar o lar, a família, a fim de seguir seu Mestre e exercer seu ministério. É bem possível que o genitor desse jovem tivesse saúde precária, e não havia certeza de quanto tempo ainda ele viveria. A grande questão que precisava ser resolvida era: quem tem prioridade: Deus ou a família?
   Jesus viu que o jovem estava pronto para ser seu discípulo, portanto, disse-lhe o Senhor: "Siga-me, e deixe que os mortos sepultem os seus próprios mortos". Cristo queria dizer com essas palavras que o resto de sua família estaria pronta para cuidar de modo adequado do pai doente e, mais tarde, do sepultamento. 
  Aparentemente não eram crentes em Cristo e, por isso, ainda estavam mortos espiritualmente. Em outras palavras, ainda viviam "mortos em [...] transgressões e pecados" (Ef 2.1). Como lemos em João 3.36: "Quem crê no Filho tem a vida eterna; já quem rejeita o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele". Portanto, do ponto de vista de seu relacionamento pessoal com Deus, os demais membros da família daquele moço estavam mortos; por isso, encontravam-se suficientemente preparados para atender às necessidades do pai e de modo especial, as que diziam respeito a seus funerais. 
   Em vez de esperar por ali, até que o genitor viesse a falecer, perdendo assim a oportunidade de estar sob os cuidados de Cristo, o jovem foi conclamado a atender em primeiro lugar ao chamado de Deus para o serviço cristão."Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim, não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim, não é digno de mim" (Mt 10.37).

Saul e a médium de En-Dor


  Os espíritas não creem na Bíblia e nem reconhecem a sua autoridade como Palavra de Deus. Mas quando o assunto interessa a eles, nesse caso, a Bíblia é evocada como autoridade. Eles reivindicam o texto de 1 Samuel 28, onde registra o episódio de Saul e a feiticeira, para consubstanciar a prática da necromancia, condenada pela Palavra de Deus.       Afirmam que Samuel se comunicou com Saul, mesmo depois de sua morte.Diz a Bíblia: "Entre ti se não achará quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador de encantamento, nem quem consulte um espírito adivinhante, nem mágico, nem quem consulte os mortos" (Dt 18.10,11).  
   Consultar os mortos é a prática da necromancia e isso é a viga-mestra do espiritismo. Eles estão reprovados por Deus e por sua Palavra. Saul em desespero se disfarçou de cidadão comum e foi se consultar com uma médium. Samuel falou de fato com Saul nessa sessão espírita? Vamos aos fatos. A luz do contexto, a feiticeira de En-Dor falou com os "deuses", que subiam e não com Samuel. Além disso, só depois que a médium recebeu a entidade é que reconheceu que era Saul. A partir de então o suposto Samuel falava com Saul. Veja 1 Samuel 28.8, 12,13.
   Como podemos saber que não era Samuel mas um demônio disfarçado? A Bíblia apresenta algumas respostas que esclarecem essas coisas. O suposto Samuel disse: "Amanhã tu e teus filhos estareis comigo" (1 Sm 28.19). Saul não morreu no dia seguinte. A Bíblia Vida Nova, na nota de rodapé, afirma que Saul morreu 18 dias depois dessa visita à médium. Basta somar os dias mencionados nessa narrativa bíblica para se confirmar isso.
Não morreram todos os seus filhos no dia seguinte e nem mesmo juntos dele. Pelo menos Isbosete, Armoni e Mefibosete sobreviveram. Veja 2 Samuel 2.8-10; 21.8. Um desviado que se suicida não vai para o mesmo lugar onde se encontra um profeta de Deus. Saul, portanto, não pode ter ido para junto de Samuel. Saul não foi entregue nas mãos dos filisteus, ele se suicidou: "... Saul tomou a espada e se lançou sobre ela" (1 Sm 31.4). A Bíblia diz que Deus não deixou cair por terra nenhuma palavra de Samuel. Veja 1 Samuel 3.19. Logo, o tal personagem que falou com Saul não pode ter sido Samuel.
   Deus se revelava nos tempos do Velho Testamento por diversas maneiras: sonhos, urim e tumim e por profetas. Veja Jó 33.15-17; Êxodo 28.30; Hebreus 1.1. São esse os três recursos que a Bíblia diz que Deus se recusou responder a Saul. Quando, naquela época, alguém consultava um profeta de Deus era o mesmo que consultar a Deus, pois o profeta era porta-voz de Deus. 
   A Bíblia, entretanto, afirma que Saul consultou a "feiticeira e não a Samuel nem ao Senhor: "... E “também porque buscou a adivinhadora para consultá-la e não buscou o SENHOR...” (1 Cr 10.13,14). Se Saul tivesse consultado a Samuel teria consultado a Jeová, Deus de Israel.
   Diante de tudo isso, fica claro que essa entidade era o espírito demoníaco disfarçado de Samuel, como acontece nas sessões espíritas ainda hoje. 
  Os mortos não podem ter contato com os vivos, pois são espíritos de demônios que se manifestam nessas práticas, e isso justificar o fato de Deus haver proibido a prática da necromancia.

Aniquilação dos mortos


     [Do lat.  nihil , nada] Sustenta esta doutrina estarem todas as almas sujeitas à extinção após a morte fìsica. Apenas Deus, ressalva, possui o atributo da imortalidade; os anjos e, principalmente os seres humanos, estão fadados a desaparecer.
   Tal doutrina não leva em consideração as verdades bíblicas e teológicas referentes à imortalidade da alma e à ressurreição dos mortos que, de forma tão clara e insofismável, é exposta pelos profetas, por Nosso Senhor Jesus Cristo e pelos apóstolos (Dn 12.2; Jo 5.28; 1 Co 15.58).
   O que dizer do capítulo 15 da Primeira Epístola de Paulo aos Coríntios? Temos aqui a grande passagem da ressurreição que, por si só, já seria mais do que suficiente para deitar por terra os postulados da aniquilação.  Este embuste doutrinário busca destruir as bases do Cristianismo; pois a ressurreição dos mortos é um dos principais ensinamentos das Sagradas Escrituras. Além disso, a doutrina da aniquilação defende a inexistência das penalidades e das bem- aventuranças eternas.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Gnosticismo e Ebionismo


    Os gnósticos consideravam a matéria maligna e negavam a encarnação real e a ressurreição corporal do Filho de Deus. Seus ensinamentos sobre a criação,  o Cristo e a salvação eram tão radicalmente contrários à pregação apostólica e ao ensino dos Pais da Igreja, que as igrejas do Império Romano desenvolveram confissões da fé correta a serem professadas por todos os convertidos chamadas de Credos. Atualmente o gnosticismo ressurge sob o disfarce de “cristianismo esotérico”, como, por exemplo, a Ciência Cristã, que estabelece forte distinção entre “Jesus” e  o “Cristo”, negando qualquer encarnação real, ímpar e ontológica de Deus no homem Jesus.
      O termo gnosticismo vem da opinião comum dos gnósticos acerca da fonte e norma máxima para a fé cristã: a gnose,traduzida do grego por ”sabedoria” ou “conhecimento superior”. Os gnósticos diziam possuir capacidades e conhecimentos  espirituais superiores que os cristãos não possuíam. Os gnósticos seguem líderes, divulgadores de conhecimento espiritual que transcendem o entendimento normal, geralmente considerado secreto. Nos primeiros séculos do cristianismo esse  conhecimento espiritual secreto estava relacionado com as idéias de que o “Cristo” é alguém diferente do homem “Jesus”, que o “Cristo” somente teria habitado em “Jesus”, mas nunca se identificou completamente com ele, e alma ou espírito humano é uma centelha da plenitude divina (como dizem hoje os adeptos da Nova Era).


 Ebionismo.
     Os ebionitas surgiram no começo do segundo século. Seu nome, derivado do termo grego “ebionaioi", tem seu correspondente no idioma hebraico, “ebionim”, que significa “os pobres”. Os ebionitas eram judeus crentes que não deixavam os preceitos judaicos e também aceitavam Jesus apenas como homem. Essa seita tinha um ensino exagerado sobre pobreza; rejeitava os escritos do apóstolo Paulo porque nas suas epístolas ele reconhecia  os gentios convertidos como cristãos. 
    O maior ataque ao cristianismo primitivo estava relacionado à interpretação que tinham à respeito da divindade de Jesus e de seu nascimento virginal. Para eles, Jesus foi um simples homem, filho de José e Maria, que observou a lei de forma especial, sendo assim escolhido por Deus para ser o Messias. 
    Em seu batismo, com a descida do Espírito Santo, Jesus teria sido capacitado por este para ser o Messias; assim, logicamente Jesus não era eterno, logo não era Deus.
Essencialmente esta era também a posição dos monarquianistas dinâmicos, sendo Paulo de Samosata seu principal representante, que faziam distinção entre Jesus e o Logos. Sacrificavam a divindade pela defesa da humanidade de Cristo. Nenhum concilio condenou oficialmente o ebionismo, mas Tertuliano, Irineu, Eusébio e Orígenes foram opositores de grande peso.





O nome Cristo


      O título “Cristo” (gr. ριστός  Christos) que aparece junto com o nome Jesus é o equivalente de “Messias” (hb. Mashiyach) do Antigo Testamento. Simboliza uma pessoa que foi cerimonialmente ungida para um cargo. Durante a Antiga Aliança, os reis e os sacerdotes eram ungidos (Êxodo 29.7; Levitico 4.3; Juizes 9.8;I Samuel 9.16; 10.1; 2 Samuel 19.10). No período da realeza, os monarcas eram conhecidos como “ungido de Yahweh” - alusão ao rito da unção real (1 Samuel 24.10). Entretanto, este título não se reserva exclusivamente ao rei: todo homem de Deus encarregado de uma missão específica pode tê-lo. É assim que em Isaías 45.1  o próprio Ciro é chamado de “Messias”, ungido.
     O óleo utilizado para a unção desses oficiais simbolizava o Espírito Santo (Isaías 61.1; Zacarias 4.1-6), e a unção representava a transferência do Espírito para a pessoa consagrada. “O conceito de ‘Messias’ ou ‘ungido’ inclui três importantes elementos: 1) a designação para um ofício específico; 2) O estabelecimento de uma relação sagrada entre o ungido e Deus; e 3) a comunicação do Espírito de Deus ao que tomou posse do ofício.”
     A concepção judaica da vinda (acham que ele ainda não veio) do Maschíach e da redenção Messiânica é um dos princípios fundamentais da fé judaica. Os judeus acreditam que o Maschíach será um ser humano, descendente da  família do rei Davi, dotado de qualidades únicas de liderança, erudição e piedade, e trará a redenção total e final para os judeus e para toda a humanidade.
      Segundo consta em suas literaturas, “todo judeu deve acreditar que Maschíach surgirá e restaurará o reino de Davi em seu estado e soberania originais, reconstruirá o Bet Hamicdash (Templo Sagrado de Jerusalém), reunirá os dispersos de Israel, e em seus dias, todas as leis da Tora serão reinstituídas, como o tinham sido nos tempos antigos”. 
   Quão triste é saber que não reconheceram o seu Messias! O próprio Cristo disse: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!”.
   Os autores do Novo Testamento sabiam da importância desse título, por isso desde cedo adquiriram o hábito de associar o título “Cristo” ao nome de Jesus. Jesus Cristo significa Jesus Messias.




O nome Jesus


    O nome Jesus ( Iesous) é a forma grega do nome hebraico “Jehoshua” ( Yehoshu‘a), ou ainda de “Jeshua” ( Yeshu‘a), nome usado nos livros históricos pós-exílicos (Esdras 2.2). A Septuaginta traduziu ambas as formas, de modo uniforme, como Iesous. Segundo o Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, “é  o nome mais antigo que se forma com o nome divino Javé, e significa ‘Javé é socorro’ ou ‘Javé é salvação”.
    Esse nome foi dado a dois conhecidos personagens do Antigo Testamento (tipos de Jesus).  Um deles foi Josué, filho de Num, prefigurando Cristo como o grande General que conduz seu povo em triunfo, e a Josué, filho de Jozadaque, tipificando Jesus como o sumo sacerdote carregando os pecados de seu povo.

O BURACO DA AGULHA



          O jovem rico amava tanto as suas riquezas que elas lhe serviram de impedimento para aceitar a vida eterna oferecida pelo Filho de Deus. Ao falar sobre a impossibilidade desse tipo de pessoas entrarem no reino de Deus, Jesus empregou a ilustração que é a impossibilidade de um camelo passar pelo buraco de uma agulha. Alguns têm imaginado que o buraco de agulha referido fosse uma portinhola, no muro de Jerusalém, através do qual pudesse finalmente passar um camelo, depois de muitos puxões e empurrões. 
         O grego de Mateus 19:24 e de Marcos 10:25 fala de uma agulha usada com linha, enquanto que o de Lucas 18:25 usa o termo médico que indicava uma agulha usada nas operações cirúrgicas, é evidente que ali não é considerada nenhuma portinhola, mas sim, o pequenino buraco de uma agulha de costura. Provavelmente era um provérbio comum para ilustrar coisas impossíveis. 
        O Talmude fala por duas vezes de um elefante para o qual é impossível passar pelo buraco de uma agulha. Por conseguinte, quem quer que ame as riquezas, a ponto disso impedi-lo de confiar em Jesus Cristo como Salvador, está na impossibilidade de ser salvo.
        Em resposta à pergunta feita pelos discípulos: "Então quem pode ser salvo?", Jesus respondeu: "Os impossíveis dos homens são possíveis para Deus" (Lucas 18:27). Nessa frase, as palavras "dos" e "para" são uma só no original, cujo sentido literal é "ao lado", Tome-se o lado do homem, na questão das riquezas, e torna-se impossível a salvação. Porém, tome-se o lado de Deus sobre a questão e a impossibilidade anterior se transforma em possibilidade.

O incenso



   O incenso era largamente utilizado na época de Jesus Cristo para se perfumar o ambiente das casas judaicas, muitas eram as fragrâncias. Eles queimavam incenso dentro de casa para afastar os insetos e perfumarem o ambiente. Alguns homens e mulheres antes de saírem de casa sentavam-se ao lado do incensário para perfumarem-se com sua fumaça, mas antes passavam óleo na pele para absorverem melhor o perfume, assim a pele, os cabelos e as roupas ficavam impregnados com o aroma, algumas pessoas usavam sachês debaixo das roupas para se perfumarem e, esse sachê na maioria das vezes era feito com material do incenso. 
O incenso e a mirra eram tão preciosos que as pessoas os consideravam ofertas dignas de serem dadas a Deus. O incenso entrava na composição dos perfumes do tabernáculo (Êxodo 30:34-38), também era usado na oferta de manjares (Levítico 2:15,16). O incenso e a mirra também são citados em várias passagens românticas do livro Cantares de Salomão.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Fidelidade - o despenseiro 1 Co 4:1-6


Paulo responde aos líderes de várias facções da igreja quando chama Apolo, Pedro e a si mesmo de "ministros de Cristo". O termo traduzido por ministros significa, literalmente, "remador" e se refere aos escravos que remavam nas enormes galés romanas. Em outras palavras, Paulo está dizendo: "Não somos os capitães do navio, mas apenas escravos de uma galé, obedecendo a ordens". 
Por acaso um escravo é maior do que outro? Em seguida, o apóstolo explica a imagem do despenseiro. Um despenseiro é um servo que administra todos os bens de seu senhor, mas ele próprio não possui coisa alguma. José era o despenseiro-chefe ("mordomo"; Gn 39) da casa de Potifar. A igreja é a "família da fé" (Gl 6:10), e os ministros são despenseiros que compartilham da riqueza de Deus com a família (Mt 13:52). Paulo chama as riquezas espirituais de "mistérios de Deus". A responsabilidade do despenseiro é ser fiel a seu senhor. Talvez não agrade aos membros da família, talvez não agrade a alguns dos outros servos, mas, se agradar ao senhor, é um bom despenseiro. A mesma ideia é expressada em Romanos 14:4.

O objetivo dos registros das descendências.





    Os registros das descendências aparecem muitas vezes na Bíblia. Alguns leitores podem sentir-se tentados a pular a leitura destas passagens como se elas fossem irrelevantes, mas fazer isso é  um grande erro. As genealogias servem a inúmeros e importantes propósitos.
Várias delas falam a respeito dos ancestrais de personagens relevantes na narrativa bíblica (Gn 5.1). Outras mostram a conexão entre as pessoas e as nações do mundo (Gn 10.1). Algumas revelam o soberano plano de Deus em ação ao longo das gerações (Rt 4.18-22).
    De forma geral, há dois tipos de genealogia: a linear e a segmentada, a genealogia linear traça a história dos indivíduos até chegar a um determinado objetivo, a uma pessoa ou a uma situação. Por exemplo, o extenso registro das descendências em 1 Crônicas 1—9 enfatiza a linhagem real de Davi, entre outras coisas. Já as genealogias segmentadas nos indicam como os vários grupos sociais se relacionam. Assim, temos o exemplo de Gênesis 25.1-4, que fornece os nomes dos filhos de Abraão com Quetura. Acredita-se que eles sejam os ancestrais de algumas tribos árabes.
    Os registros de descendências na Bíblia contribuem para mostrar que a fé em Deus não é apenas uma experiência subjetiva, mas sim uma realidade objetiva e histórica, baseada em fatos.
     A crença pode estar enraizada na história, a qual persegue sempre um objetivo. Por outro lado, as genealogias nos ajudam a lembrar que a fé genuína envolve os seres humanos que estão conectados pelo sangue e pela cultura. A história é transmitida dos pais para os filhos, geração após geração, até que se possa compreender toda a história dos tempos de Deus.


Nota: O Novo comentário Bíblico do Antigo Testamento.
EarI D. Radmacher , Ronald B. Allen , H. Wayne House

O Criador não é o sol ou a lua



Em Gênesis 1.16, as palavras sol e  lua não foram omitidas por acaso, pois o escritor já estava ciente de que estes dois astros eram considerados proeminentes deuses no Oriente Próximo.
No Egito, o sol estava associado aos deuses Amon-Rá e Aton. Os egípcios acreditavam que Rá havia criado o mundo e que um dos olhos de Rá era o deus-lua Tefnut. Outro deus do panteão egípcio admitido como o criador chamava-se Ptah. Seus dois olhos consistiam no sol e na lua.
Na Mesopotâmia, o deus-sol, Shamash, era reverenciado como o benfeitor dos oprimidos. Os adoradores cananeus conheciam o sol como Shemesh. O surgimento de vários lugares batizados com o nome deste ídolo cananeu (1 Sm 6.12, Bete-Semes) indica a sua importância para os politeístas. Neste culto, o deus-lua não tinha a mesma importância que o deus-sol.
O autor de Génesis nos mostra (Gn 1.14-19) que o Criador do mundo está em um plano diferente do da lua ou do sol, sendo estes apenas maiores ou memores luminares, ou seja, meras criações de Deus. Consequentemente, não devem ser adorados.

Notas:
O Novo comentário Bíblico do Antigo Testamento
EarI D. Radmacher, Ronald B. Allen, H. Wayne House

sexta-feira, 8 de março de 2013

Joio e o trigo


 

O joio é “uma erva daninha que nasce nas plantações de grãos, parecida com o trigo”[1]. É conhecido também como cizânia e trigo bastardo. Até que sua espiga esteja madura, é quase impossível distingui-lo do trigo verdadeiro, mesmo sob o escrutínio mais severo.[2]

Abaixo do solo, a raiz do joio é mais ampla e profunda e se entrelaça na do trigo. O sistema de raízes do joio é bem mais desenvolvido que o do trigo.[3] 


O joio usualmente cresce nas mesmas zonas produtoras de trigo e se considera uma erva daninha desse cultivo. A semelhança entre essas duas plantas é tão grande, que em algumas regiões costuma-se denominar o joio como "falso trigo".
Pode ser venenosa e uma pequena quantidade de joio colhida e processada junto ao trigo pode comprometer a qualidade do produto obtido.
O trigo muda de cor, assumindo um tom amarelado até chegar a palha, enquanto o joio permanece no seu verde sumo com rajas mais claras, como sempre foi; o trigo forma-se em pendão, elevando-se altivo, apontando para o céu, enquanto o joio se esparrama desfigurado, perdendo totalmente a forma de sua aparência inicial;
 A raiz do trigo, embora ele também seja da família das gramíneas, cresce para baixo, mas com pouca profundidade, facilitando a sua colheita; o joio, por sua vez, se alastra sorrateiro, se imiscuindo entre as raízes alheias; por fim, quando vêm os frutos, mais destaque se dá às diferenças: o trigo explode de dentro para fora em belos cachos de sementes, todas postadas em incrível ordem, formando um belo pendão, tornando agradabilíssimo aos olhos o seu espetáculo, tremulando ao vento ao longo de um vasto campo.
 O joio, ao contrário, produz umas bolotas enrugadas que, de imprestáveis que são, caem dos seus ramos antes mesmo de amadurecer. A ciência biológica até hoje não conseguiu definir qual o valor e utilidade dessa planta. 

Características do Joio-Homem

Sem dúvida o poder dos joio-homens está na imagem. Eles praticam um "estelionato espiritual" de aparências. O joio parece ser trigo, mas não é. O joio quer ser, tem aparência de que é, sem ser. Por isso o joio-homem se preocupa demasiadamente com sua imagem e reputação. O joio é moralista religioso, judicioso, preso ao pé da letra da lei, meticuloso em busca dos erros dos outros.

O joio é politicamente correto, se escandaliza com qualquer pecado alheio, sem misericórdia. Cheio de aparência do que é ético, do que é justo. E se gloria disso, e se auto-afirma pra todo mundo saber da sua pseudo santidade.
Mas interiormente ele nada tem de fato de santidade. Seu coração está cheio de perversidade e engano. Nas "escondidas", quando ninguém está vendo, ele faz tudo que condena nos outros.
Ele é um "santo na igreja", mas em casa, cheio de arrogância, trata mal a esposa, não dá atenção aos filhos, é negligente com os pais, não ajuda a seus irmãos. É mau vizinho, mau funcionário na empresa, mas enxerga defeitos em todos a sua volta.
E ninguém pode reclamar dele, sua imagem não pode ser "arranhada", afinal, ele vive dela, ele vive de aparências. Sejamos o verdadeiro trigo, para que o Senhor seja glorificado através de nossas vidas. Maranata
Notas:
[1] Citado por Simon Kistemaker, As parábolas de Jesus. São Paulo: CEP, 1992, p. 58.
[2] Cf. John F. MacArthur, Jr., O evangelho segundo Jesus. São José dos Campos: Editora Fiel, 1991, p. 149.
[3] Kistemaker, p. 68.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Homofobia e Homossexualismo

       A homofobia é a forma de preconceito de discriminação direcionada contra os homossexuais. A homofobia é a atitude de hostilidade contra as/os homossexuais; portanto, homens ou mulheres. Segundo parece, o termo foi utilizado pela primeira vez nos EUA, em 1971; no entanto, ele apareceu nos dicionários de língua francesa somente no final da década de 1990: para Le Nouveau Petit Robert, “homofóbico” é aquele que experimenta aversão pelos homossexuais; por sua vez, em Le Petit Larousse, a “homofobia” é a rejeição da homossexualidade, a hostilidade sistemática contra os homossexuais. Mesmo que seu componente primordial seja, efetivamente, a rejeição irracional e, até mesmo, o ódio em relação a gays e lésbicas, a homofobia não pode ser reduzida a esse aspecto. A homofobia é um fenômeno complexo e variado que pode ser percebido nas piadas vulgares que ridicularizam o indivíduo efeminado, mas ela pode também assumir formas mais brutais, chegando até a vontade de matar. Sou contra a homofobia e nem apoio a violência contra essas pessoas.


 Bíblia Sagrada em relação ao homossexualismo.

        O homossexualismo não é doença, e na Bíblia ele é descrito como até mais do que um pecado: é uma perversão e abominação diante de Deus.
O povo de Israel não viveu em nenhuma ilha isolada. Viveu inserido na história e na geografia do Oriente Médio, sofreu a influência das culturas, religiões e costumes dos povos vizinhos. Muitas vezes a convivência era inamistosa, como os livros históricos do Antigo Testamento tão extensamente e por vezes tão perturbadoramente relatam.O Deus que se revela a Israel é santo, e ele quer que seu povo também seja santo. Isso vale tanto no culto propriamente dito como na vida de cada indivíduo, no conviver com o vizinho, como no relacionamento com o sexo "oposto". Aliás, o termo "oposto" não é apropriado. Na Bíblia, a palavra usada para caracterizar a mulher Eva, em relação ao homem Adão, é kngdo, o que não significa "oposto", mas, antes, "complementar".Por que, no campo sexual, Israel não poderia agir assim como os cananeus e os moabitas agiam? Não era porque os israelitas fossem moralmente superiores aos outros povos. Era porque o seu Deus havia dito: Eu sou o Senhor, teu Deus, não adulterarás. O significado da palavra hebraica correspondente a "adulterar" originariamente é "espalhar a semente à toa". O santo Deus, que havia criado o ser humano à sua imagem, não permitia que se espalhasse à toa o que ele criara para ser compartilhada numa união por ele santificada, união entre um homem e uma mulher complementar ao homem.
Assim, tanto o adultério como qualquer outra desordem sexual, a promiscuidade comum tão bem como a desordem homossexual, em Israel são rejeitados pela lei mosaica e pela pregação profética. A história de Sodoma (Gênesis 19) ilustra este conflito da depravação humana com a santidade de Deus, de maneira assustadora. Por outro lado, a união entre um homem e uma mulher, santificada pela ordem de Deus, pode servir de figura e exemplo para a união reinante entre Deus e o seu povo.
Queremos empenhar-nos, agora, no estudo de 1 Coríntios 6, em que o apóstolo Paulo afirma:
Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idolatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus (vs. 9-10, NVI).


As palavras gregas usadas por Paulo para designar os homossexuais não deixam dúvida de que ele se refere aos homossexuais praticantes: o adjetivo malakós [= macio, mole] descreve o homossexual passivo e arsenokoítes [= quem tem coito com homem], o homossexual ativo [também em 1 Tm 1.10].

Depois de tratar do problema específico dos litígios entre irmãos o apóstolo amplia o assunto. A igreja de Corinto precisa perceber que a conduta incoerente com a fé é uma derrota completa em todas as áreas da nossa vivência pessoal e comunitária:
Agora o apóstolo explica o ele quer dizer quando fala em derrota completa. Significa não herdar o Reino de Deus. Percebemos que o assunto é gravíssimo, pois implica em perda da salvação! Não é só quem está metido em litígios que corre este risco. Por isso Paulo passa a enumerar outros exemplos de conduta incompatível com a fé em Cristo Jesus.
Estas palavras são fortes e duras! Quem as esperaria da boca do apóstolo dos gentios, que não se cansava de anunciar a justificação graciosa de Deus? Mas o fato de ele nos advertir e dizer não se deixem enganar mostra que o amor de Deus que acolhe o pecador é um amor santo que requer amor e temor por parte de quem foi presenteado com ele. A graça de Deus não é uma "graça barata" e complacente que tolera e, até, induz à libertinagem.
Deus continua amando os homossexuais, porém, não ama a homossexualidade. Quanto aos pregadores do Evangelho, e que seguem o Mestre e Senhor Jesus, o principio é o mesmo; devem sim amar os homossexuais, porém devem também discordar das praticas pecaminosas da homossexualidade, embora sejam acusados de homofóbicos.




Vamos a Palavra de Deus:

Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles. Levítico 20:13.
Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. Romanos 1:26,27.


              Apesar de lançar mão de argumentos psicológicos, científicos, sociológicos e éticos, é da Bíblia Sagrada que retira o substrato para nortear sua compreensão teológica e suas ações práticas.

Tanto no Antigo como no Novo Testamento, a Bíblia faz menção aos atos homossexuais. A primeira referência ao homossexualismo está no livro de Gênesis, quando os habitantes das cidades Sodoma e Gomorra tentaram violentar sexualmente dois anjos com aparência humana. Assim a Bíblia menciona, em Gênesis 19, a exigência dos homens da cidade que tentavam invadir a casa de Ló, onde os anjos se hospedaram:
“Onde estão os homens que, à noitinha, entraram em tua casa? Traze-os fora a nós para que abusemos deles.”
Analisando a história de Sodoma e Gomorra, o escritor Joe Dallas faz a seguinte afirmação:
“Houve uma tentativa de estupro homossexual, e os sodomitas com certeza eram culpados de outros pecados além do homossexualismo. Mas, tendo em vista o número de homens dispostos a participar do estupro, e as muitas outras referências  tanto bíblicas como extrabíblicas - aos pecados sexuais de Sodoma, é provável que o homossexualismo fosse amplamente praticado entre os sodomitas. Também é provável que o pecado pelo qual eles sejam chamados foi um dos muitos motivos porque o juízo final caiu sobre eles.”
Outra passagem do Antigo Testamento que se refere à prática homossexual encontra-se no capítulo 19 do livro de Juízes. Os homens da cidade de Gibeá também tentaram violentar sexualmente um homem que se hospedou na casa de um velho agricultor. A passagem relata o seguinte:
“eis que os homens daquela cidade, filhos de Belial, cercaram casa, batendo à porta; e falaram ao velho, senhor da casa, dizendo: Traze para fora o homem que entrou em tua casa, para que abusemos dele. O senhor da casa, saiu a ter com eles, e lhes disse: Não, irmãos meus, não façais semelhante mal; já que o homem está em minha casa, não façais tal loucura. (...) Porém aqueles homens não o quiseram ouvir...”.
Há, ainda, no antigo Testamento duas passagens muito claras a respeito do homossexualismo. São Levítico 18:22 2 Levítico 20:13 que dizem o seguinte, respectivamente:
“Com homem não te deitarás como se fosse mulher; é abominação” e “Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável; serão mortos; o seu sangue cairá sobre eles”.
Analisando as declarações acima, os teólogos John Ankerberg e John Weldon chegaram à seguinte conclusão:
“todo o contexto de Levítico 18 e Levítico 20 é principalmente de moralidade, e não de adoração idólatra”. Nesse caso, em Levítico 18.1-5 Deus informa aos israelitas que não devem imitar as práticas malignas dos cananeus, mas devem ser cuidadosos em obedecer às leis de Deus e seguir as Suas determinações. Deus está expulsando os cananeus, não por sua idolatria, mas por suas práticas sexuais abomináveis. Na realidade, o restante do capítulo descreve quase todas as práticas malignas como pecados sexuais: relações sexuais proibidas entre membros da família, relação sexual durante o ciclo menstrual de uma mulher, homossexualidade e depravações. O restante do capítulo consiste em advertências convincentes para não serem contaminados por tais práticas. Por isso, Deus ordena no versículo 24: “Com nenhuma destas coisas vos contaminareis”.
         No Novo Testamento a homossexualidade também é abordada de forma clara em três momentos: Rm 1, 1 Co 6.9–11 e 1 Tm 1.8 - 11. As três referências são feitas pelo apóstolo Paulo. As principais passagens que abordam a questão homossexual, no entanto, encontram-se nas cartas do apóstolo endereçadas às igrejas de Roma e da cidade de Corinto, na Grécia. Tanto em Roma como na Grécia antiga, o homossexualismo era uma prática comum. Era, ainda, considerada imagem ideal do erotismo e modelo de educação para os jovens. Contudo, apesar da prática homossexual ser considerada normal em Roma, o homossexualismo passivo desonrava os romanos, que eram educados para ser ativo, serem senhores. A posição passiva era reservada para os escravos e para as mulheres, para os quais, aliás, era um dever. A História registra que dos quinze primeiros imperadores de Roma, só Cláudio era exclusivamente heterossexual. Mas foi o imperador Júlio César que ganhou a fama, só sendo tolerado pela posição que ocupava e por suas conquistas bélicas. Dele diz-se que “era homem de todas as mulheres e mulher de todos os homens”.
           A palavra lésbica vem da ilha de Lesbos, na Grécia, onde vivia uma poetisa e sacerdotisa chamada Safo. Ela iniciava mulheres no homossexualismo (daí o termo lésbica ou mulheres sáficas). As palavras sodomitas e efeminados usadas em 1 Co 6.9 têm significados distintos: sodomita vem do pecado de Sodoma e tornou-se sinônimo universal de homossexualismo ativo (quando o homossexual faz o papel de “marido” na relação com outro homem); e efeminado é quando o homossexual faz o papel de passivo (ou seja, o de “mulher” na relação sexual com outro homem) e, também, quando tem trejeitos femininos ou gosta de vestir-se com roupas de mulher (no caso de travestis).
                Esse era exatamente o contexto em que o apóstolo Paulo vivia quando escreveu a primeira referência bíblica do Novo Testamento sobre o homossexualismo, dirigindo-se à igreja de Roma. Usando a autoridade que tinha de pregador da Palavra de Deus, ele não fez distinção entre homossexualismo ativo ou passivo. Afirmou, sim, que o homossexualismo contrariava os propósitos morais, sexuais, sociais e espirituais de Deus para homens e mulheres.
Depois de afirmar que os romanos havia trocado a verdade de Deus pela mentira, ele declarou em Romanos 1.26 e 27:
                Paulo está simplesmente condenando a homossexualidade em si. As definições dos dicionários para as palavras que Paulo usa - pathe aschemosune, claramente se referem à atividade sexual. As descrições feitas pelo apóstolo Paulo são também dignas de nota. O livro de Romanos fala de homossexuais queimando-se em lascívia uns pelos outros. No inglês, a New American Standar Version diz: “queimados em seus desejos”; a NVI traduz: “estavam inflamados em lascívia”, e a Amplified diz: “estavam em chamas (queimados, consumidos) pela lascívia”.
             A outra menção à homossexualidade, considerada por muitos evangélicos a mais importante da Bíblia, por mostrar que homossexualismo é um pecado como qualquer outro, mas, principalmente, que homossexuais podem mudar é encontrada na carta de Paulo dirigida à igreja de Corinto. 

                Comentando essa passagem bíblica, Bob Davies e Lori Rentzel (conselheiros de um ministério de ajuda a quem está deixando o homossexualismo nos EUA) reconhecem o mesmo teor de proibição das práticas homossexuais de muitos teólogos. Eles, porém, têm uma informação relevante àqueles que acham que a Bíblia só condena os homossexuais:
“há evidências bíblicas explícitas de que Deus pode transformar a vida de uma pessoa envolvida nesse comportamento. Paulo conhecia antigos homossexuais na igreja de Corinto! Portanto, a mensagem de que o homossexualismo pode ser mudado não é nova; os homossexuais têm experimentado transformações desde que a Bíblia foi escrita.” 


Bibliografia:

Severo, Júlio. O movimento homossexual. Editora Betânia 1998. Venda Nova, MG.
Borrillo, Daniel. Homofobia história  e crítica de um preconceito.  (tradução de Guilherme João de Freitas Teixeira). Autêntica Editora 2010. Belo Horizonte, MG.
PRADO, M.A.M.; MACHADO, F. V. Preconceito contra homossexualidades: a hierarquia da invisibilidade. São Paulo: Cortez, 2008.
Steuernagel,Valdir Raul et al. Igreja e homossexualismo. Série: A caminho do reino. Reflexão e compromisso, Encontro publicações - Movimento Encontrão. “S.L”; “s.d”.


Filho prodigo Lc 15:11-32

        Realizarei um rápido resumo sobre esta parábola, não será um estudo aprofundado. Naquela época os problemas com herança eram comuns, como indica Lc 12;13. O filho mais velho recebia uma porção dobrada da herança, já que o cuidado dos pais recaia primeiramente sobre ele. Isso não quer dizer que os outros filhos não tivessem também responsabilidades sobre seus pais. Havia nesse caso uma expectativa que o filho mais velho assumisse a liderança na família. A criação de porcos era vista com desprezo entre os judeus e até no mundo greco-romano, pois os mesmos para os judeus eram considerados imundos  e perante a Lei, não deveriam ser consumidos e nem tocados. Os homens idosos de respeito evitavam  correr, pois o ato de mostrar as pernas era tido como vergonhoso. O andar descalço era uma degradação, e somente os escravos andavam descalços.  
       Diante do seu pai o filho prodigo recebeu a melhor roupa, roupa essa que no original grego fala de um traje muito fino, o tipo de veste usada pelos hospedes distinguidos e suma importância. A veste significa honra, reconhecimento, exaltação.
       Já o novilho cevado, este era para alguma ocasião muito especial, vemos aqui a exultação de todos os moradores da casa para com o filho prodigo. Quando o pai colocava o anel no dedo do filho, queria dizer que estava dando novamente toda dignidade que o filho prodigo havia perdido. O anel era um objeto especialmente importante para realeza e para indivíduos de alta posição social (Tg 2:2). Faraó deu um anel de selar a José, como símbolo de autoridade (Gn 41:42). Assuero deu a Hamã o seu anel de selar, para que este confirmasse com o mesmo o decreto real (Et 3:10,12). Há muitas pessoas que tiram conclusões da Palavra de Deus precipitadamente, dizendo que quando a pessoa peca e se volta para o arrependimento pede tudo; cargo, unção. Estamos vendo que os homens querem tomar o lugar de Deus, sendo juízes e julgadores dessas pessoas tirando tudo o que elas um dia foram. Onde fica a misericórdia e o amor que tanto se prega no seio da igreja? Pelo contrário presenciamos que muitos fazem como o filho mais velho, tendo inveja, ambição, egoísmo, faltando-lhe o amor devido para com o próximo.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Saudações


   As saudações pouco mudaram no decorrer dos séculos. Então, como agora, havia três tipos de saudação que correspondiam à intimidade com a outra pessoa. Primeiro, vinha o cumprimento face a face, que podia ser verbal, embora isso não fosse necessário, e que envolvia um gesto com a mão, sem contato físico. Algumas vezes a palavra usada era “Alegre-se!” ou “Saudações” (Mt 28.29) e outras vezes “A paz seja convosco” (Jo 20.21). Essa palavra foi usada como zombaria pelos soldados quando colocaram a coroa de espinhos em Jesus (Mc 15.18). “Paz seja nesta casa” era a primeira saudação que os setenta faziam ao entrar na casa de um estranho (Lc 10.5). Segundo, havia um beijo formai parecido com o que damos a um amigo ou convidado. As pessoas colocavam as mãos nos ombros uma da outra, depois se abraçavam e davam um beijo, primeiro na face direita e depois na esquerda. Samuel beijou Saul quando o ungiu (1 Sm 10.1). Simão, o fariseu, deixou de cumprimentar Jesus desse modo ao recebê-lo em sua casa (L,c 7.45) e Paulo escreveu: “Saudai-vos uns aos outros com santo ósculo” (Rm 16.16).
    Havia também o beijo na boca para demonstrar afeto (Gn 29.11). Este parece ter sido o tipo de beijo que Judas deu a Jesus, porque as palavras gregas indicam que Judas beijou Jesus várias vezes. Foi essa saudação que suscitou a pergunta de Jesus em Lucas 22.48. Outra forma de saudação era a reverência, feita a alguém ou a um convidado especialmente digno de  honra (Gn 18.2,3; 23-12). Podia ser uma inflexão de cabeça ou um movimento de cintura; podia ser até o prostrar-se aos pés do convidado (Mt 18.26). Havia perigo nisso podia parecer adoração. Em um certo sentido tal atitude era apropriada por ser um reconhecimento do grande valor da pessoa, usamos a palavra adorar nesse caso quando dizemos: "Ele adora o chão que ela pisa”. Porém, se nossos pensamentos ultrapassarem esse uso convencional do termo, estaremos dando ao homem o que pertence de direito a Deus (Ap 19.10). Quando Cornélio prostrou-se diante de Pedro para saudá-lo desse modo, Pedro apressou-se em impedi-lo para que não parecer adoração (At 10.25,26). Em Apocalipse 3.9, a expressão “prostrados” é usada, mas se refere a uma prostração de respeito.

A festa das bodas


      O noivo e a noiva sentavam debaixo de um dossel ao chegarem à casa. Eles presidiam dali a festa do casamento, na qual grande parte do tempo era gasta comendo e bebendo (Ct 2.4 pode ser uma alusão ao dossel ou toldo). No casamento em Caná, Jesus forneceu 120 galões de vinho para os convidados, mas eles já haviam bebido tanto que a pessoa encarregada (o “mestre-sala”) pensou que era uma pena que o excelente vinho novo tivesse sido deixado para o fim, quando as pessoas já não podiam apreciá-lo (Jo 2.6-10). As festas no geral duravam sete dias (Jz 14.12), ou talvez até mais.
 Os convidados estavam ali para testemunhar que o casamento havia sido consumado (Gn 29.22,23); os lençóis manchados de sangue eram mostrados para confirmar que a noiva era virgem (Dt 22.13-21). (O véu não parece ter sido removido do rosto de Lia até depois da consumação do casamento; Jacó não soube que era Lia senão depois que o dia amanheceu Gn 29.23). Durante as festas, pedia-se a bênção de Deus para o casal e pode ter sido essa a razão de Jesus ter sido convidado para as bodas de Caná (Jo 2.2). Nas famílias muito ricas os convidados recebiam “vestes nupciais" (Mt 22.12).