quarta-feira, 6 de março de 2013

Filho prodigo Lc 15:11-32

        Realizarei um rápido resumo sobre esta parábola, não será um estudo aprofundado. Naquela época os problemas com herança eram comuns, como indica Lc 12;13. O filho mais velho recebia uma porção dobrada da herança, já que o cuidado dos pais recaia primeiramente sobre ele. Isso não quer dizer que os outros filhos não tivessem também responsabilidades sobre seus pais. Havia nesse caso uma expectativa que o filho mais velho assumisse a liderança na família. A criação de porcos era vista com desprezo entre os judeus e até no mundo greco-romano, pois os mesmos para os judeus eram considerados imundos  e perante a Lei, não deveriam ser consumidos e nem tocados. Os homens idosos de respeito evitavam  correr, pois o ato de mostrar as pernas era tido como vergonhoso. O andar descalço era uma degradação, e somente os escravos andavam descalços.  
       Diante do seu pai o filho prodigo recebeu a melhor roupa, roupa essa que no original grego fala de um traje muito fino, o tipo de veste usada pelos hospedes distinguidos e suma importância. A veste significa honra, reconhecimento, exaltação.
       Já o novilho cevado, este era para alguma ocasião muito especial, vemos aqui a exultação de todos os moradores da casa para com o filho prodigo. Quando o pai colocava o anel no dedo do filho, queria dizer que estava dando novamente toda dignidade que o filho prodigo havia perdido. O anel era um objeto especialmente importante para realeza e para indivíduos de alta posição social (Tg 2:2). Faraó deu um anel de selar a José, como símbolo de autoridade (Gn 41:42). Assuero deu a Hamã o seu anel de selar, para que este confirmasse com o mesmo o decreto real (Et 3:10,12). Há muitas pessoas que tiram conclusões da Palavra de Deus precipitadamente, dizendo que quando a pessoa peca e se volta para o arrependimento pede tudo; cargo, unção. Estamos vendo que os homens querem tomar o lugar de Deus, sendo juízes e julgadores dessas pessoas tirando tudo o que elas um dia foram. Onde fica a misericórdia e o amor que tanto se prega no seio da igreja? Pelo contrário presenciamos que muitos fazem como o filho mais velho, tendo inveja, ambição, egoísmo, faltando-lhe o amor devido para com o próximo.

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