quinta-feira, 14 de março de 2013

Gnosticismo e Ebionismo


    Os gnósticos consideravam a matéria maligna e negavam a encarnação real e a ressurreição corporal do Filho de Deus. Seus ensinamentos sobre a criação,  o Cristo e a salvação eram tão radicalmente contrários à pregação apostólica e ao ensino dos Pais da Igreja, que as igrejas do Império Romano desenvolveram confissões da fé correta a serem professadas por todos os convertidos chamadas de Credos. Atualmente o gnosticismo ressurge sob o disfarce de “cristianismo esotérico”, como, por exemplo, a Ciência Cristã, que estabelece forte distinção entre “Jesus” e  o “Cristo”, negando qualquer encarnação real, ímpar e ontológica de Deus no homem Jesus.
      O termo gnosticismo vem da opinião comum dos gnósticos acerca da fonte e norma máxima para a fé cristã: a gnose,traduzida do grego por ”sabedoria” ou “conhecimento superior”. Os gnósticos diziam possuir capacidades e conhecimentos  espirituais superiores que os cristãos não possuíam. Os gnósticos seguem líderes, divulgadores de conhecimento espiritual que transcendem o entendimento normal, geralmente considerado secreto. Nos primeiros séculos do cristianismo esse  conhecimento espiritual secreto estava relacionado com as idéias de que o “Cristo” é alguém diferente do homem “Jesus”, que o “Cristo” somente teria habitado em “Jesus”, mas nunca se identificou completamente com ele, e alma ou espírito humano é uma centelha da plenitude divina (como dizem hoje os adeptos da Nova Era).


 Ebionismo.
     Os ebionitas surgiram no começo do segundo século. Seu nome, derivado do termo grego “ebionaioi", tem seu correspondente no idioma hebraico, “ebionim”, que significa “os pobres”. Os ebionitas eram judeus crentes que não deixavam os preceitos judaicos e também aceitavam Jesus apenas como homem. Essa seita tinha um ensino exagerado sobre pobreza; rejeitava os escritos do apóstolo Paulo porque nas suas epístolas ele reconhecia  os gentios convertidos como cristãos. 
    O maior ataque ao cristianismo primitivo estava relacionado à interpretação que tinham à respeito da divindade de Jesus e de seu nascimento virginal. Para eles, Jesus foi um simples homem, filho de José e Maria, que observou a lei de forma especial, sendo assim escolhido por Deus para ser o Messias. 
    Em seu batismo, com a descida do Espírito Santo, Jesus teria sido capacitado por este para ser o Messias; assim, logicamente Jesus não era eterno, logo não era Deus.
Essencialmente esta era também a posição dos monarquianistas dinâmicos, sendo Paulo de Samosata seu principal representante, que faziam distinção entre Jesus e o Logos. Sacrificavam a divindade pela defesa da humanidade de Cristo. Nenhum concilio condenou oficialmente o ebionismo, mas Tertuliano, Irineu, Eusébio e Orígenes foram opositores de grande peso.





Nenhum comentário:

Postar um comentário