quarta-feira, 6 de março de 2013

Homofobia e Homossexualismo

       A homofobia é a forma de preconceito de discriminação direcionada contra os homossexuais. A homofobia é a atitude de hostilidade contra as/os homossexuais; portanto, homens ou mulheres. Segundo parece, o termo foi utilizado pela primeira vez nos EUA, em 1971; no entanto, ele apareceu nos dicionários de língua francesa somente no final da década de 1990: para Le Nouveau Petit Robert, “homofóbico” é aquele que experimenta aversão pelos homossexuais; por sua vez, em Le Petit Larousse, a “homofobia” é a rejeição da homossexualidade, a hostilidade sistemática contra os homossexuais. Mesmo que seu componente primordial seja, efetivamente, a rejeição irracional e, até mesmo, o ódio em relação a gays e lésbicas, a homofobia não pode ser reduzida a esse aspecto. A homofobia é um fenômeno complexo e variado que pode ser percebido nas piadas vulgares que ridicularizam o indivíduo efeminado, mas ela pode também assumir formas mais brutais, chegando até a vontade de matar. Sou contra a homofobia e nem apoio a violência contra essas pessoas.


 Bíblia Sagrada em relação ao homossexualismo.

        O homossexualismo não é doença, e na Bíblia ele é descrito como até mais do que um pecado: é uma perversão e abominação diante de Deus.
O povo de Israel não viveu em nenhuma ilha isolada. Viveu inserido na história e na geografia do Oriente Médio, sofreu a influência das culturas, religiões e costumes dos povos vizinhos. Muitas vezes a convivência era inamistosa, como os livros históricos do Antigo Testamento tão extensamente e por vezes tão perturbadoramente relatam.O Deus que se revela a Israel é santo, e ele quer que seu povo também seja santo. Isso vale tanto no culto propriamente dito como na vida de cada indivíduo, no conviver com o vizinho, como no relacionamento com o sexo "oposto". Aliás, o termo "oposto" não é apropriado. Na Bíblia, a palavra usada para caracterizar a mulher Eva, em relação ao homem Adão, é kngdo, o que não significa "oposto", mas, antes, "complementar".Por que, no campo sexual, Israel não poderia agir assim como os cananeus e os moabitas agiam? Não era porque os israelitas fossem moralmente superiores aos outros povos. Era porque o seu Deus havia dito: Eu sou o Senhor, teu Deus, não adulterarás. O significado da palavra hebraica correspondente a "adulterar" originariamente é "espalhar a semente à toa". O santo Deus, que havia criado o ser humano à sua imagem, não permitia que se espalhasse à toa o que ele criara para ser compartilhada numa união por ele santificada, união entre um homem e uma mulher complementar ao homem.
Assim, tanto o adultério como qualquer outra desordem sexual, a promiscuidade comum tão bem como a desordem homossexual, em Israel são rejeitados pela lei mosaica e pela pregação profética. A história de Sodoma (Gênesis 19) ilustra este conflito da depravação humana com a santidade de Deus, de maneira assustadora. Por outro lado, a união entre um homem e uma mulher, santificada pela ordem de Deus, pode servir de figura e exemplo para a união reinante entre Deus e o seu povo.
Queremos empenhar-nos, agora, no estudo de 1 Coríntios 6, em que o apóstolo Paulo afirma:
Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idolatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus (vs. 9-10, NVI).


As palavras gregas usadas por Paulo para designar os homossexuais não deixam dúvida de que ele se refere aos homossexuais praticantes: o adjetivo malakós [= macio, mole] descreve o homossexual passivo e arsenokoítes [= quem tem coito com homem], o homossexual ativo [também em 1 Tm 1.10].

Depois de tratar do problema específico dos litígios entre irmãos o apóstolo amplia o assunto. A igreja de Corinto precisa perceber que a conduta incoerente com a fé é uma derrota completa em todas as áreas da nossa vivência pessoal e comunitária:
Agora o apóstolo explica o ele quer dizer quando fala em derrota completa. Significa não herdar o Reino de Deus. Percebemos que o assunto é gravíssimo, pois implica em perda da salvação! Não é só quem está metido em litígios que corre este risco. Por isso Paulo passa a enumerar outros exemplos de conduta incompatível com a fé em Cristo Jesus.
Estas palavras são fortes e duras! Quem as esperaria da boca do apóstolo dos gentios, que não se cansava de anunciar a justificação graciosa de Deus? Mas o fato de ele nos advertir e dizer não se deixem enganar mostra que o amor de Deus que acolhe o pecador é um amor santo que requer amor e temor por parte de quem foi presenteado com ele. A graça de Deus não é uma "graça barata" e complacente que tolera e, até, induz à libertinagem.
Deus continua amando os homossexuais, porém, não ama a homossexualidade. Quanto aos pregadores do Evangelho, e que seguem o Mestre e Senhor Jesus, o principio é o mesmo; devem sim amar os homossexuais, porém devem também discordar das praticas pecaminosas da homossexualidade, embora sejam acusados de homofóbicos.




Vamos a Palavra de Deus:

Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles. Levítico 20:13.
Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. Romanos 1:26,27.


              Apesar de lançar mão de argumentos psicológicos, científicos, sociológicos e éticos, é da Bíblia Sagrada que retira o substrato para nortear sua compreensão teológica e suas ações práticas.

Tanto no Antigo como no Novo Testamento, a Bíblia faz menção aos atos homossexuais. A primeira referência ao homossexualismo está no livro de Gênesis, quando os habitantes das cidades Sodoma e Gomorra tentaram violentar sexualmente dois anjos com aparência humana. Assim a Bíblia menciona, em Gênesis 19, a exigência dos homens da cidade que tentavam invadir a casa de Ló, onde os anjos se hospedaram:
“Onde estão os homens que, à noitinha, entraram em tua casa? Traze-os fora a nós para que abusemos deles.”
Analisando a história de Sodoma e Gomorra, o escritor Joe Dallas faz a seguinte afirmação:
“Houve uma tentativa de estupro homossexual, e os sodomitas com certeza eram culpados de outros pecados além do homossexualismo. Mas, tendo em vista o número de homens dispostos a participar do estupro, e as muitas outras referências  tanto bíblicas como extrabíblicas - aos pecados sexuais de Sodoma, é provável que o homossexualismo fosse amplamente praticado entre os sodomitas. Também é provável que o pecado pelo qual eles sejam chamados foi um dos muitos motivos porque o juízo final caiu sobre eles.”
Outra passagem do Antigo Testamento que se refere à prática homossexual encontra-se no capítulo 19 do livro de Juízes. Os homens da cidade de Gibeá também tentaram violentar sexualmente um homem que se hospedou na casa de um velho agricultor. A passagem relata o seguinte:
“eis que os homens daquela cidade, filhos de Belial, cercaram casa, batendo à porta; e falaram ao velho, senhor da casa, dizendo: Traze para fora o homem que entrou em tua casa, para que abusemos dele. O senhor da casa, saiu a ter com eles, e lhes disse: Não, irmãos meus, não façais semelhante mal; já que o homem está em minha casa, não façais tal loucura. (...) Porém aqueles homens não o quiseram ouvir...”.
Há, ainda, no antigo Testamento duas passagens muito claras a respeito do homossexualismo. São Levítico 18:22 2 Levítico 20:13 que dizem o seguinte, respectivamente:
“Com homem não te deitarás como se fosse mulher; é abominação” e “Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável; serão mortos; o seu sangue cairá sobre eles”.
Analisando as declarações acima, os teólogos John Ankerberg e John Weldon chegaram à seguinte conclusão:
“todo o contexto de Levítico 18 e Levítico 20 é principalmente de moralidade, e não de adoração idólatra”. Nesse caso, em Levítico 18.1-5 Deus informa aos israelitas que não devem imitar as práticas malignas dos cananeus, mas devem ser cuidadosos em obedecer às leis de Deus e seguir as Suas determinações. Deus está expulsando os cananeus, não por sua idolatria, mas por suas práticas sexuais abomináveis. Na realidade, o restante do capítulo descreve quase todas as práticas malignas como pecados sexuais: relações sexuais proibidas entre membros da família, relação sexual durante o ciclo menstrual de uma mulher, homossexualidade e depravações. O restante do capítulo consiste em advertências convincentes para não serem contaminados por tais práticas. Por isso, Deus ordena no versículo 24: “Com nenhuma destas coisas vos contaminareis”.
         No Novo Testamento a homossexualidade também é abordada de forma clara em três momentos: Rm 1, 1 Co 6.9–11 e 1 Tm 1.8 - 11. As três referências são feitas pelo apóstolo Paulo. As principais passagens que abordam a questão homossexual, no entanto, encontram-se nas cartas do apóstolo endereçadas às igrejas de Roma e da cidade de Corinto, na Grécia. Tanto em Roma como na Grécia antiga, o homossexualismo era uma prática comum. Era, ainda, considerada imagem ideal do erotismo e modelo de educação para os jovens. Contudo, apesar da prática homossexual ser considerada normal em Roma, o homossexualismo passivo desonrava os romanos, que eram educados para ser ativo, serem senhores. A posição passiva era reservada para os escravos e para as mulheres, para os quais, aliás, era um dever. A História registra que dos quinze primeiros imperadores de Roma, só Cláudio era exclusivamente heterossexual. Mas foi o imperador Júlio César que ganhou a fama, só sendo tolerado pela posição que ocupava e por suas conquistas bélicas. Dele diz-se que “era homem de todas as mulheres e mulher de todos os homens”.
           A palavra lésbica vem da ilha de Lesbos, na Grécia, onde vivia uma poetisa e sacerdotisa chamada Safo. Ela iniciava mulheres no homossexualismo (daí o termo lésbica ou mulheres sáficas). As palavras sodomitas e efeminados usadas em 1 Co 6.9 têm significados distintos: sodomita vem do pecado de Sodoma e tornou-se sinônimo universal de homossexualismo ativo (quando o homossexual faz o papel de “marido” na relação com outro homem); e efeminado é quando o homossexual faz o papel de passivo (ou seja, o de “mulher” na relação sexual com outro homem) e, também, quando tem trejeitos femininos ou gosta de vestir-se com roupas de mulher (no caso de travestis).
                Esse era exatamente o contexto em que o apóstolo Paulo vivia quando escreveu a primeira referência bíblica do Novo Testamento sobre o homossexualismo, dirigindo-se à igreja de Roma. Usando a autoridade que tinha de pregador da Palavra de Deus, ele não fez distinção entre homossexualismo ativo ou passivo. Afirmou, sim, que o homossexualismo contrariava os propósitos morais, sexuais, sociais e espirituais de Deus para homens e mulheres.
Depois de afirmar que os romanos havia trocado a verdade de Deus pela mentira, ele declarou em Romanos 1.26 e 27:
                Paulo está simplesmente condenando a homossexualidade em si. As definições dos dicionários para as palavras que Paulo usa - pathe aschemosune, claramente se referem à atividade sexual. As descrições feitas pelo apóstolo Paulo são também dignas de nota. O livro de Romanos fala de homossexuais queimando-se em lascívia uns pelos outros. No inglês, a New American Standar Version diz: “queimados em seus desejos”; a NVI traduz: “estavam inflamados em lascívia”, e a Amplified diz: “estavam em chamas (queimados, consumidos) pela lascívia”.
             A outra menção à homossexualidade, considerada por muitos evangélicos a mais importante da Bíblia, por mostrar que homossexualismo é um pecado como qualquer outro, mas, principalmente, que homossexuais podem mudar é encontrada na carta de Paulo dirigida à igreja de Corinto. 

                Comentando essa passagem bíblica, Bob Davies e Lori Rentzel (conselheiros de um ministério de ajuda a quem está deixando o homossexualismo nos EUA) reconhecem o mesmo teor de proibição das práticas homossexuais de muitos teólogos. Eles, porém, têm uma informação relevante àqueles que acham que a Bíblia só condena os homossexuais:
“há evidências bíblicas explícitas de que Deus pode transformar a vida de uma pessoa envolvida nesse comportamento. Paulo conhecia antigos homossexuais na igreja de Corinto! Portanto, a mensagem de que o homossexualismo pode ser mudado não é nova; os homossexuais têm experimentado transformações desde que a Bíblia foi escrita.” 


Bibliografia:

Severo, Júlio. O movimento homossexual. Editora Betânia 1998. Venda Nova, MG.
Borrillo, Daniel. Homofobia história  e crítica de um preconceito.  (tradução de Guilherme João de Freitas Teixeira). Autêntica Editora 2010. Belo Horizonte, MG.
PRADO, M.A.M.; MACHADO, F. V. Preconceito contra homossexualidades: a hierarquia da invisibilidade. São Paulo: Cortez, 2008.
Steuernagel,Valdir Raul et al. Igreja e homossexualismo. Série: A caminho do reino. Reflexão e compromisso, Encontro publicações - Movimento Encontrão. “S.L”; “s.d”.


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