segunda-feira, 4 de março de 2013

Saudações


   As saudações pouco mudaram no decorrer dos séculos. Então, como agora, havia três tipos de saudação que correspondiam à intimidade com a outra pessoa. Primeiro, vinha o cumprimento face a face, que podia ser verbal, embora isso não fosse necessário, e que envolvia um gesto com a mão, sem contato físico. Algumas vezes a palavra usada era “Alegre-se!” ou “Saudações” (Mt 28.29) e outras vezes “A paz seja convosco” (Jo 20.21). Essa palavra foi usada como zombaria pelos soldados quando colocaram a coroa de espinhos em Jesus (Mc 15.18). “Paz seja nesta casa” era a primeira saudação que os setenta faziam ao entrar na casa de um estranho (Lc 10.5). Segundo, havia um beijo formai parecido com o que damos a um amigo ou convidado. As pessoas colocavam as mãos nos ombros uma da outra, depois se abraçavam e davam um beijo, primeiro na face direita e depois na esquerda. Samuel beijou Saul quando o ungiu (1 Sm 10.1). Simão, o fariseu, deixou de cumprimentar Jesus desse modo ao recebê-lo em sua casa (L,c 7.45) e Paulo escreveu: “Saudai-vos uns aos outros com santo ósculo” (Rm 16.16).
    Havia também o beijo na boca para demonstrar afeto (Gn 29.11). Este parece ter sido o tipo de beijo que Judas deu a Jesus, porque as palavras gregas indicam que Judas beijou Jesus várias vezes. Foi essa saudação que suscitou a pergunta de Jesus em Lucas 22.48. Outra forma de saudação era a reverência, feita a alguém ou a um convidado especialmente digno de  honra (Gn 18.2,3; 23-12). Podia ser uma inflexão de cabeça ou um movimento de cintura; podia ser até o prostrar-se aos pés do convidado (Mt 18.26). Havia perigo nisso podia parecer adoração. Em um certo sentido tal atitude era apropriada por ser um reconhecimento do grande valor da pessoa, usamos a palavra adorar nesse caso quando dizemos: "Ele adora o chão que ela pisa”. Porém, se nossos pensamentos ultrapassarem esse uso convencional do termo, estaremos dando ao homem o que pertence de direito a Deus (Ap 19.10). Quando Cornélio prostrou-se diante de Pedro para saudá-lo desse modo, Pedro apressou-se em impedi-lo para que não parecer adoração (At 10.25,26). Em Apocalipse 3.9, a expressão “prostrados” é usada, mas se refere a uma prostração de respeito.

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